A rede municipal de saúde está dando atenção redobrada aos pacientes com sintomas compatíveis com os da leptospirose - doença grave transmitida por uma bactéria eliminada na urina do rato e que tem sua disseminação favorecida nos períodos de chuva. O alerta, dirigido a todas as equipes já em outubro do ano passado pelo coordenador de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, o médico Leonardo Soares, visa ao diagnóstico precoce e à adoção da terapêutica compatível o mais rápido possível, evitando o agravamento dos casos.
Apesar do cuidado antecipado, neste ano já foram notificados 110 casos e confirmados 18, com cinco óbitos. Das vítimas fatais, três estiveram expostas a situações de risco: um homem de 37 anos e outro de 70 que trabalhavam com a coleta de lixo reciclável, e um rapaz de 18 anos que teve contato com a água de áreas alagadas. Os outros dois casos - uma mulher de 53 anos e um homem de 66 - ainda estão sendo investigados pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde para esclarecimento das situações em que ocorreu o contato com a Leptospira - a bactéria causadora da doença.
Leptospirose: O que é isso?
• É uma doença infecciosa febril de início abrupto e que se caracteriza por ser um problema importante de saúde pública não só no Brasil mas também em outros países tropicais emergentes.
• É transmitida pela bactéria Leptospira, eliminada com a urina dos roedores. Nos períodos de chuva que podem causar alagamentos, ela se dissemina com mais força, podendo contaminar também animais como os cães que, além de funcionarem como reservatório do agente infeccioso, também podem adoecer e morrer por causa dele.
• O período de incubação varia de 1 a até 30 dias, sendo mais freqüente ocorrer entre o quinto e o 14º dia.
• Os sintomas clássicos são a febre repentina, acompanhada de dores de cabeça e nos músculos (inclusive na panturrilha ou batata da perna), icterícia.
• Quem se expôs a alguma dessas situações de risco e apresenta sintomas parecidos deve procurar o serviço de saúde mais próximo o mais rápido possível.
• O tratamento pode ser ambulatorial à base de medicamentos e acompanhamento diário para os casos leves. Nos casos graves, requer internamento hospitalar.
• Os óbitos estão associados a alterações respiratórias, insuficiência renal e hemorragias.






